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Expressionismo

14 Nov

PS: DEDICADO A PROF IVANA PAULATTI. Que me ensinou que ter repertório é necessário.

O Expressionismo designa um movimento cultural que se manifestou nos mais diversos campos artísticos como as artes visuais, o teatro, a literatura e o cinema. Nas artes plásticas (pintura, escultura, fotografia) e na arquitectura, esta tendência, de dimensão internacional desenvolveu-se a partir dos finais do século XIX, tendo conhecido uma importante expansão na Alemanha, no contexto de angústia e de agitação social que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.
O Expressionismo apresentou-se em oposição tanto ao sentido cientista do Impressionismo como à vocação decorativa da Arte Nova e caracteriza-se pela procura de formas artísticas que exprimissem mais livre e subjectivamente os sentimentos do artista em relação à realidade. Os quadros tornaram-se o retrato intenso de emoções, transmitidas através de cores violentas e de pinceladas vincadas e as esculturas apresentavam formas agressivas, modelações vincadas e texturas rudes.

O expressionismo, corrente artística que, pela deformação ou exagero das figuras, buscava a expressão dos sentimentos e emoções do autor.
As primeiras manifestações que se podem considerar precursoras do movimento expressionista datam de meados de 1880. Entre estas contam-se as obras do pintor holandês Vincent Van Gogh, marcante pelo uso intenso dos valores cromáticos e texturais.

Todas estas referências vão cruzar-se no contexto artístico da Alemanha de inícios do século, encontrando eco em artistas que procuram afirmar novos caminhos.
A primeira corrente organizada dentro no interior do movimento expressionista foi o grupo Die Brücke (A Ponte), com objectivo de agregar as várias tendências de vanguarda, rejeitando o academismo, o Impressionismo, o Jugendstil e a Secessão. Procurava, através de uma expressão directa, emotiva e muitas vezes violenta, a representação da realidade social e política desse período.
A corrente Nova Objectividade (Die Neue Sachlichkeit ) formada no período entre as duas guerras mundiais, num clima de intensos problemas sociais e de desilusão e decadência de determinadas formas da cultura e da civilização ocidental, assumiu a recuperação e o ressurgimento do Expressionismo, após a interrupação ditada pela Primeira Guerra Mundial. Teve com protagonistas os pintores Otto Dix (1891-1969), George Grosz (1893-1959) e Max Beckmann (1884-1950), cujos trabalhos denunciam uma atitude eminentemente satírica e de crítica social.

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A expansão internacional do Expressionismo acentua-se precisamente nesta altura, destacando-se os trabalhos de artistas como Oskar Kokoschka (1886-1980) e Arnold Schoenberg (1874-1951) na Áustria, e de Georges Rouault (1871-1958) e Chaïm Soutine (1894-1943), em França.
A pintura expressionista foi uma das principais precursoras do movimento do Expressionismo Abstracto e do Informalismo, surgidos respectivamente nos Estados Unidos da América e na Europa nas décadas de quarenta e cinquenta.
A escultura expressionista foi grandemente impulsionada pela obra do francês Auguste Rodin. De facto, um dos principais representantes deste movimento no campo da escultura foi Antoine Bourdelle (1861-1929), um dos discípulos do mestre francês. Destacam-se ainda alguns trabalhos do americano Jacob Epstein (1880-1959) e do alemão Ernst Barlach (1870-1938), representando geralmente figuras humanas de carácter maciço, às quais imprimem diferentes tipos de distorção e uma modelação livre e intencionalmente imperfeita.

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Expressionismo

NO CINEMA..

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EXPRESSIONISMO NO BRASIL

Vanguardas Européias – Expressionismo

Munch


O QUE É ARTE ?

8 Aug

 Arte é uma palavra difícil de ser definida. Ela também vista, em geral, como uma coisa distante, quase mágica, restrita a artistas e críticos de arte.

Nada mais falso!

Quem já não viu um desenho ou uma pintura famosa? Quem não foi ao cinema ou ouviu musica alguma vez?

A arte não é uma ciência exata. Por isto, defini-la seria como limita-la. Pode-se dizer que é que arte?”é uma pergunta retórica, podendo ser respondida com várias respostas e com várias outras perguntas. Muitos pesquisadores da arte acreditam que a própria definição da arte é irrelevante. Para estes estudiosos, não é preciso entender a arte. O que importa, perante o trabalho do artista, é liberar a percepção, deixar emocionar-se.

     No processo de aprendizado da história da arte, o que deve ser considerado é que a arte é uma das manifestações inerentes ao homem. Entre as tentativas mais comuns para justificar a arte, sabe-se que é um modo de condensar a visão do homem sobre o mundo, de maneira sensível.

     Grandes artistas e pensadores deixaram ao longo de seu trabalho suas opiniões sobre a arte. Alguns destes buscadores do significado da arte foram radicais, tendendo a vinculá-la a outros conceitos, como a política, a filosofia ou a psicologia. A beleza e o gosto também são critérios que inevitavelmente revelam-se na tentativa de compreensão das manifestações artísticas.

     Aos que se iniciam nos estudos da arte, é imprescindível saber que há várias definições sobre arte, e que cada enfoque particular tem seus próprios objetivos. Por isto é tão importante a formação de repertório referente aos aspectos da arte. Não há como julgar a arte sem compreender os seus processos.

     Desenvolver a sua própria definição de arte é uma tarefa de quem estuda a arte, visando assimilar a atividade criativa que envolve os personagens. Algumas definições de arte foram selecionadas neste trabalho, segundo o critério de diversidade, para que possam ser uma referência, não para a definição da arte, mas para a percepção da complexidade que se encontra ao defini-la.

 

“ Arte é uma recriação da natureza”.

Teoria da Mimese, dos gregos (tudo imita a natureza)

 

 “A arte pode ser entendida como uma escravidão, seja das emoções, seja da natureza ou mesmo dos princípios estéticos. Ela é a feliz união de todos esses elementos homogeneamente dosados”.  Marsden Hartley, 1928.

 

“A arte e uma mentira que nos faz compreender a verdade”

“Não é conforme a natureza que eu trabalho”. Pablo Picasso, 1923.

 

“[…] A arte e uma aventura num mundo desconhecido que pode ser explorado apenas pelos que estão dispostos a assumir riscos”. Adolph Gottlieb e Mark Rothoko, 1943

 

“Arte e um negocio como outro qualquer” Andy Warhol.

 

“A arte não reproduz o visível, mas torna visível.” Paul Klee 1920

 

“A arte é o oposto da natureza. Uma obra de arte só pode provir do interior do homem.” Edward Munch, 1907

 

“A arte é uma força cuja finalidade deve desenvolver e apurar a alma humana”                         Vassily Kandinsky, 1910

 

 “[…] Na arte, tudo e teoria, desenvolvida e aplicada em contato com a natureza.”                           Paul  Cezanne, 1903

 

“ Minha única ambição é ser servilmente fiel à natureza”.

Auguste Rodin

 

“Arte é uma emoção adicional justaposta a uma técnica apurada”

Charles Chaplin

 

“Arte é um ângulo da natureza visto através de um temperamento”.

Emile Zola

 

“Arte é a atividade criadora de obras cuja existência pode ser justificada por qualidades estéticas”.

Revue d’Esthetique, 1967

”Arte é o homem acrescentado à natureza”.

ROGER Bacon

 

“Não há diferenças entre arte e vida”.

Rafael Feirrer

 

“Nada existe realmente a que se possa dar o nome de arte. Existem apenas artistas”.

Gombrich

 

“Arte é tudo aquilo que combina com o sofá”.

(crítica de Irã Dudeque, historiador e arquiteto paranaense)

 

Arte é o objeto de estudo da estética.

Conceito da filosofia da arte

 

“Arte é a produção da beleza”.

Lalande

 

“Toda arte é completamente inútil”

Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Gray)