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Público entre 18 e 35 anos e vendas mobile ditam as tendências do varejo para os próximos anos

28 Feb

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O diretor presidente da Brainbox Design Estratégico, Zeh Henrique Rodrigues, apresentou nesta terça-feira as principais tendências do varejo mundial, observadas neste ano na 102ª edição do Retail’s Big Show, promovido pela NRF-National Retail Federation em Nova Iorque.

Intitulado “Fora da Caixa – Tendências do Varejo Global: Pós-NRF” e acompanhado por mais de 300 pessoas, o evento foi realizado no Shopping Mueller e chega em 2013 ao seu terceiro ano. “Nossa proposta é disseminar democraticamente o conteúdo absorvido na Feira e colocá-lo à disposição do mercado local”, disse Zeh Henrique. “Precisamos adaptar essas informações e pensar em como explorar estas tendências em benefício do lojista e de consumidor. Acredito que o pequeno varejo tem um papel fundamental nessa inovação, pela sua possibilidade de fazer experimentações”.

Segundo o designer, o papel de esperança e credibilidade assumido pelas marcas, bem como a sua função como farol norteador dos anseios do consumidor, abre um leque de oportunidades para a fidelização de clientes. “Vender está fora de moda. A grande tendência é criar relacionamentos”, comentou.

De acordo com ele, é preciso criar fatores para que o consumidor queira efetivamente a marca, seguindo um processo que engloba envolvimento, encantamento, personalização e fidelização. Esse mesmo posicionamento tem que ser aplicado nas redes sociais, mostrando verdade e autenticidade, com rapidez, organização e senso de oportunidade.

O designer citou como exemplo a Coca-Cola, segundo ele a grande porta voz do envolvimento emocional com o consumidor. “Trata-se de uma marca que trabalha com maestria o universo do encantamento”, falou, enumerando programas desenvolvidos pela marca projetados no consumidor, como o Ecocycle (produtos reciclados feitos de PET e alumínio), Triple Play for Children (programa de educação infantil sobre nutrição) e o Climate Protection (que visa a preservação do meio ambiente).

Millenials impõem às marcas um novo comportamento

O Retail’s Big Show colocou no centro de debate o papel dos chamados millenials, faixa composta por pessoas entre 18 e 35 anos. Dados apresentados na Feira mostram que 41% deste público compra com iphone, 16% compra com ipads, 9% abandonou as lojas físicas, alterna 27 vezes por hora os aparelhos eletrônicos e 50% prefere o desemprego a desempenhar alguma atividade que não o satisfaça. “Esse novo público, um tanto quanto egocêntrico e compartilhador de informações e produtos, estabeleceu uma nova relação com as marcas e abriu oportunidades de comunicação”, diz Zeh Henrique.

Um exemplo dessa percepção é o programa de fidelização Shop Your Way, formatado pela loja de departamento americana Sears, cujos pontos acumulados podem ser usados em negócios locais. “Hoje o que importa é estimular a compra, ainda que isso signifique estendê-la a outras lojas”.

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Homem moderno e vendas mobile trazem novidades ao varejo

Outro fator determinante no comportamento atual das marcas diz respeito ao papel assumido pelo homem na sociedade e sua atuação como pai presente e ativo. “A inserção do homem na rotina da casa fez disso um incentivo ao consumo. Ele adotou o universo online para comprar, por se tratar de um local em que ele não precisa perguntar nem improvisar, não precisa assumir que não sabe o que está fazendo e nem esperar”, explicou Zeh Henrique.

Estes clientes com perfil esbanjador, prático, impulsivo e displicente já chamaram a atenção de marcas como a Bonobos, loja masculina virtual que abriu uma estrutura física a fim de cadastrar os consumidores e criar padrões para compras futuras online; assim como a Thrillist, que faz curadoria e oferece dicas de produtos e serviços masculinos.

O ponto alto do Retail´s Big Show foram as vendas mobile, que apresentou um crescimento de 18% contra 3% das vendas off line. “Para os próximos cinco anos, o crescimento esperado para vendas online é de 400%. Aqui no Brasil, 1% das vendas utilizam este formato”, explicou Zeh Henrique, mostrando iniciativas como da Best Buy, que identifica o cliente ao entrar na loja e envia ofertas personalizadas e a Tesco, que permite o uso de mobile para fazer pedidos em quiosques fechados, entregando os produtos em casa no dia seguinte. “Índices mostram que 75% das vendas caem se não houver uma experiência mobile satisfatória, por isso as marcas têm que estar atentas e desenvolver soluções simples e eficientes também neste tipo de plataforma”, concluiu.

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É preciso estar onde todo mundo está?

14 Feb

 

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Especialista fala sobre o cuidado que as empresas devem ter com o conteúdo no Facebook

 

A Fanpage é a vedete do momento no universo corporativo online. As empresas buscam fãs que “curtam” as suas páginas e, com isso, compartilhem informações gerando um boca a boca virtual. Porém, assim como na década de 90 existia a afirmativa que “todos precisam ter um site”, o “existir socialmente” representa a evolução para os dias atuais. E o objetivo é se relacionar, promover a marca, divulgar de forma barata e com grande poder de disseminação de oportunidades comerciais. “No afã de estar onde todo mundo está, muitas vezes as empresas abrem o canal, mas não têm ou não sabem o que dizer. Em outras situações, sem estrutura para mantê-lo, acabam deixando de lado. Este abandono é mais danoso para a imagem do negócio do que a inexistência do canal”, explica a Carla Faria Del Valle, diretora da Polvo Digital, especializada na geração de conteúdo para Facebook, atendendo a clientes como Prata Fina, Omar Calçados, Grupo Serra Verde Express, Casa da Azeitona e Capitollium.

Segundo uma pesquisa divulgada pelos Estudos Hábitos E.life, em 2012, 73% dos brasileiros entrevistados mantêm relacionamento com empresas ou marcas via redes sociais. Destes, 35,2% buscam ofertas ou oportunidades, 30,8% conteúdo interessante e 19,9% suporte ou novidades. Isto prova que, se o usuário que curte uma Fanpage quisesse apenas ser impactado por publicações voltadas a produtos, bastaria direcionar à loja virtual. “O conteúdo pode ou tem que estar relacionado ao universo da empresa, mas não precisa se restringir às oportunidades comerciais. Se isso acontecer, o conteúdo fica maçante e acaba espantando a audiência e, com isso, perdendo a relevância e sendo cada vez menos prestigiado”, afirma Carla.

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Para identificar o interesse do público pela Fanpage é preciso pesquisar e monitorar. A própria ferramenta gera relatórios que facilitam este processo. Segundo Carla, também é importante acompanhar o perfil dos fãs e cruzar os dados para que esta interação aponte as ações futuras. Independente das descobertas, a especialista afirma que, o conteúdo não pode ser engessado ou simplesmente promocional. “Os posts devem ser interessantes, envolventes, originais, visuais e constantes. De preferência, personalizados. Insistir em apenas promover produto ou serviço na Fanpage, sem agregar qualquer valor a esse conteúdo, é baixa audiência na certa”, resume.

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Um desafio aos empresários é esquecer a ideia de que qualquer um pode atualizar as redes sociais corporativas. Se a Fanpage é uma ferramenta estratégica ao negócio e, principalmente, um canal de comunicação com o consumidor, é preciso que profissionais atuem diretamente com o suporte e manutenção da página. Na Polvo Digital, Carla conta que o processo inicia com uma reunião de brainstorming, que gera conteúdo para ser pesquisado. O próximo passo é para a criação desenvolver os materiais e encaminhar a área de mídias sociais. “Temos planejamentos semestrais de posts para os nossos clientes. Claro, com flexibilidade para incluir ou retirar informações, além de estarmos sempre ligados no que está acontecendo na internet, os fenômenos virais”, diz. A empresa também responde às dúvidas dos fãs, interações, reclamações e solicitações.

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Sobre a Polvo – Uma empresa de Comunicação e Tecnologia voltada ao meio digital. Desde 2003, realiza projetos web de proporções e naturezas diversas, começando pela criação de campanhas de publicidade online, hotsites, chegando ao desenvolvimento de sites complexos, comércio eletrônico e sistemas sob demanda. Em Comunicação, o trabalho da Polvo Digital é voltado ao fortalecimento da marca dos clientes, usando o meio online com criatividade e inteligência. Em Tecnologia, busca qualidade em soluções com longa vida útil.

Site: http://www.polvo.com.br

 

CREA-PR testa aparelhos V-PADs para atendimento aos surdos

17 Dec

De dezembro deste ano a fevereiro de 2013, o CREA-PR está em fase de testes o atendimento para surdos por intermediação via vídeo com aparelhos intitulados V-PADs, que faz parte do projeto CAS (Central de Atendimento ao Surdo) desenvolvido pelo Conselho.

O projeto CAS foi apresentado em 2011 no Seminário de Acessibilidade promovido pelo Conselho em Foz do Iguaçu. Instalados na Central de Informações e Regionais de Curitiba, Ponta Grossa, Pato Branco, Cascavel, Apucarana, Londrina, Guarapuava e Maringá, os equipamentos começarão a funcionar efetivamente até o final de dezembro.
O CAS funciona por serviço de intermediação por vídeo realizado com os interpretes da empresa Viável Brasil, com sede em Londrina, representando acessibilidade e comunicação plena tanto para o ouvinte quanto para o surdo (profissional ou leigo) nos assuntos pertinentes ao CREA-PR. A Facilitadora da Central de Informações do CREA-PR, Fabíola Mendes de Oliveira Pinto, fala sobre os benefícios relacionados ao uso desses equipamentos. “Conforme relatório do CONFEA hoje temos 15 profissionais cadastrados no CREA-PR com deficiência auditiva. O uso do aparelho possibilita a igualdade no acesso às informações referentes ao Conselho”, diz Fabíola. “A inovação e iniciativa do CREA-PR devem ser seguidos tanto para empresas quanto por outros órgãos públicos”, recomenda.

Por Marieli Castioni.