Crônica, Adultos Não adultos

10 Oct

Adolescentes, quando ouvimos esta palavra, já sabemos que são pessoas meramente capacitadas á cuidar de si mesmo, pois estão numa momento de mudanças no corpo, na cabeça e na mente da molecada, uns dizem que é a melhor fase, de festas inesquecíveis, outros, que nem sentiram ela passar, quando viram já eram adultos. Antes disso, passam pela puberdade, no lugar de meninos, surgem rapazes com uma enorme capacidade de reprodução, a vontade de se relacionar com meninas, paquera, saídas no cinema e por ai vai, uma fase cuja duas realidades é possível … uma , aproveitar mas se precaver e outra, ficar grávida e ser adolescente.

Fases… fases..

Foi numa dessas fases que surgiu a gravidez precoce de uma menina cuja cabeça e corpo, nem conseguia comandar, agora ela tem que ser e se esforçar para ser meramente capacitada para cuidar de um outro ser, que vai precisar muito dela. Ela, a mãe, a única que se torna algo antes mesmo de ver, ela só sente.

Agora surge a fase do medo, como contar para os pais? Os filhos nunca sabem como os pais vão reagir. Mas sabemos que é de uma a outra, ou vão gritar que ela é apenas uma criança, que provavelmente deveria estar no cinema com as amigas e contando para a mãe como uma vez no cinema sua ansiedade aumentava, quando via aquele filme de amor, o que é amor mãe? A mão não achava definição… ou vão ter que apoiar e passar por mais isso juntos.

Fase em que a julgarão, parentes, amigos e até estranhos, e ela tem que ouvir certas coisas como: tão jovem e já grávida? Não se cuidou querida? Como isso aconteceu? Quem é o pai? Está feliz minha jovem? O que vai fazer agora? Como deixou isso acontecer?

BOOOM, calam-se.

Agora tem a fase da preocupação, como cuidar, o que fazer? Como comprar tudo que tem pra comprar? Hora de engolir tudo e fazer tudo funcionar.

Posterior a tudo isso, vem os preparativos para a chegada do mais novo membro da família, até ai, o rapaz quase não tem voz e presença, passam por dificuldades, pensam e pensam para fazer tudo dar certo, fraldas, roupinhas, cama,carrinho, isso e aquilo….. Ai chega o dia, vai surgir o rosto tão esperado, todos se reúnem e vão ao encontro. Dor dor dor e felicidade, como é possível um sentimento assim?

Agora digo, surge o amor eterno! Ai neste exato momento surgiu algo inexplicável, o menino se torna pai, chegam os avôs, tios e a mão já era mãe antes mesmo do primeiro mês.

 

Final feliz…

Mas quero acrescentar, que isso é com poucos. A maioria enfrenta dificuldades a mais, aborto, rejeição (pela família, do rapaz pela criança), queremos que para nós tudo seja um mar de rosas, mas provavelmente estaremos mergulhando num lago de espinhos.

 

Marieli Castioni

Apresentou

A crônica – Adultos não adultos.

 

 

 

 

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